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Fratura da Patela – artigo

Acho super legal que, no ano passado quando eu quebrei minha patela e postei aqui sobre o acidente, muita gente que passou pelo mesmo chegou aqui no meu blog e relata o que passaram, trocam informações, tiram dúvidas, esclarecem os que acabaram de sofrer um acidente, enfim, acho super legal essa interação que você pode ver neste post aqui: Fratura da Patela, Fratura da Patela 2 e Fratura da Patela -1 ano. Um dos meus amigos que participa da troca das discussões achou um artigo super interessante (mesmo com os termos médicos) para quem está passando por isso e resolvi postar aqui. Obrigada Roberto!

QUAIS SÃO AS INDICAÇÕES PARA TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS FRATURAS DA PATELA?
O tratamento cirúrgico é recomendado quando há diástase > 3mm ou incongruência articular, denotando insuficiência do aparelho extensor9(A)6(D). Os fragmentos osteocondrais quando apresentam uma superfície de contato maior que 25% da área de carga devem ser fixados10(C).

QUAIS SÃO OS MÉTODOS DE FIXAÇÃO PARA AS FRATURAS DA PATELA?
As fraturas deslocadas devem ser tratadas cirurgicamente. Se os fragmentos forem suficientemente grandes para a fixação com parafusos, esta técnica poderá ser uma opção de tratamento, assim como a banda de tensão. As fraturas cominutivas do pólo inferior da patela são difíceis de serem estabilizadas por
qualquer método de fixação, entretanto a técnica de cerclagem transóssea vertical é um método eficiente de tratamento e pode evitar a patelectomia parcial (pólo inferior da patela). Quando os fragmentos estão gravemente cominuidos, a patelectomia parcial está indicada e o tendão patelar pode ser reinserido com sutura transóssea. A patelectomia, embora em situações especiais seja necessária, pode reduzir a força extensora do quadríceps. O avanço lateral e distal
(1 cm) do músculo Vasto Medial Oblíquo (VMO) sobre a sutura do tendão patelar minimiza a perda da força extensora do quadríceps. Há melhores resultados funcionais (avaliações objetivas e subjetivas) nos grupos de pacientes submetidos à patelectomia e concomitante avanço do VMO16. Para tratamento da fraturas transversas o método clássico é a banda de tensão, o qual pode ser aplicado por vias aberta ou percutânea. Por acesso percutâneo há a necessidade de instrumentais especiais. Embora a reabilitação pós-operatória seja facilitada pelo método percutâneo, bem como a redução da incidência de complicações como a necrose de pele e infecção, os resultados funcionais não apresentam diferenças estatisticamente significativas após dois anos de evolução.

COMO CONDUZIR A REABILITAÇÃO PÓS–OPERATÓRIA?
Exercícios de contração isométrica do quadríceps são estimulados no pós-operatório imediato e a marcha com apoio de muletas (carga parcial) é liberada após três semanas de pósoperatório. O uso de órtese é mantido por um mês durante o repouso e a marcha com apoio de muletas. A mobilização passiva do joelho pode ser iniciada no pós-operatório imediato, limitada a 60º de flexão por um mês.

QUAIS SÃO AS COMPLICAÇÕES MAIS FREQÜENTES?
Perda da redução é uma complicação pós operatória que varia na literatura de 0% a 25%. O fato se deve a erro na aplicação da técnica, assim como a outros fatores, principalmente aqueles relacionados à reabilitação pós-operatória. As complicações mais freqüentes são infecção, rigidez ou limitação da mobilidade articular, perda da fixação, perda da redução, re-fratura, vício de consolidação, retardo de consolidação e/ou pseudo-artrose. A patela baixa, uma complicação grave sob o aspecto funcional, é conseqüência direta do trauma e da imobilização quando se opta pelo tratamento conservador e/ou cirúrgico.

QUAL É A MELHOR VIA DE ACESSO PARA ABORDAGEM DAS FRATURAS DA PATELA?
A via de acesso pode ser transversa ou longitudinal. Embora as camadas da pele sejam bem definidas ao redor do joelho, é necessário preservar o suprimento sangüíneo para a pele durante a dissecção cirúrgica. As terminações vasculares na superfície da pele não formam uma consistente rede anastomótica, portanto deve-se dissecar um retalho de pele fasciocutâneo. As fraturas cominutivas com grandes desvios são dotadas de alta morbidade. Estas são, usualmente, tratadas com fixação ou patelectomia. Ambas as situações evoluem freqüentemente com seqüelas (artrite degenerativa pós-traumática,
perda da força quadricipital, limitação da mobilidade articular, etc.). Com o objetivo de restabelecer a congruência articular, a via de acesso deve
oferecer a possibilidade de redução, sob visão direta, da superfície articular da patela. Isto é possível com a osteotomia da Tuberosidade Anterior
da Tíbia (TAT) e eversão completa da patela. Embora o prognóstico desta grave lesão seja incerto, os melhores resultados estão diretamente
relacionados à qualidade da reconstrução da superfície articular. A osteotomia da TAT proporciona o acesso direto à superfície e oferece possibilidades
de redução melhores do que os acessos que permitem apenas a redução indireta. A redução da superfície articular pode ser assistida por visão artroscópica, nas fraturas transversas em que se pode realizar fixação percutânea. A redução é realizada por manobras indiretas e, sob controle radioscópico, passam-
se dois fios de Kirschner cruzados e uma cerclagem circunferencial. A fixação das fraturas transversas com a associação de dois parafusos canulados paralelos e fio de cerclagem em figura de oito é um método que oferece estabilidade suficiente para iniciar a mobilização precoce (primeiro pós-operatório),
além do material de síntese não irritar as partes moles por ocupar menor volume, não havendo assim a necessidade de outra intervenção cirúrgica
para retirá-los. O método pode ser aplicado com segurança em ossos osteoporóticos, entretanto se limita às fraturas transversas que apresentam
dois fragmentos com quantidade óssea suficiente para aplicação dos parafusos. A incidência de pseudo-artrose da patela varia de 4,4% a 12,5%, sendo que a maior parte ocorre nos casos de fraturas longitudinais tratadas com imobilização. Tal complicação pode ser tratada conservadora ou cirurgicamente. O tratamento conservador se aplica àqueles casos oligossintomáticos, mesmo na ausência de qualquer sinal de consolidação, uma vez que a fibrose pode ser compatível com preservação da função do aparelho extensor. O tratamento cirúrgico envolve as diversas técnicas de fixação interna até a patelectomia.
Nas fraturas com grande diástase, a reconstrução é recomendada com a técnica que melhor se adapte a cada caso. As lesões osteocondrais, nas quais a área comprometida supere 25% da superfície de carga, devem ter o fragmento osteocondral fixado, a técnica artroscópica é uma opção de controle
da redução.
Segundo o estudo o tempo de RECUPERAÇÃO deste tipo de fratura é de aproximadamente de 6 a 18 semanas entre recuperação pós operatória e fisio.

Autoria: Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
Colégio Brasileiro de Radiologia

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14 Respostas

  1. Angie infelizmente estamos no mesmo barco não gostaria encontrar pessoas legais nesta situação mais já que somos fraturados e com uma coisa em comum todos com “A PATELA” quebrada nada mais justo que um ajudar o outro assim vamos entendendo um pouco mais sobre o assunto que é um pouco escondido.
    Mais uma vez obrigado pela iniciativa.
    E gostaria de me colocar a disposição para mais esclarecimentos sobre o assunto.

    • Eu é q agradeço a ajuda, apoio e a troca de expericias que vcs deixam nos posts. Dá conforto para quem está passando pelo mesmo. Qdo eu postei pela primeira vez foi porque eu não achei nada sobre o assunto e agora temos muitos relatos e é graças a vcs!!
      Obrigada!!

      • Após acidente com carro , a fratura de minha patela passou desapercebida pelo médico. Inicialmente meu joelho ficou edemado e agora percebo alteração anatômica na patela. Após 5 meses do acidente e com fisioterapia meu joelho dobra 95º. Meu médico apenas acompanha através de RX. Será que conseguirei recuperar a flexão do joelho? Poderei ter algum agravamento futuro?

  2. Eu tenho uma deficiência no joelho esquerdo chamada Condropatia que é como se a minha patela estivesse rachada e eu sempre sinto dor..É mto chato ¬¬
    =1

  3. Os seus posts ajudam muita gente que estão passando por este problema e não conseguem obter nenhuma informação sobre o assunto! A gente agradece! Beijos!

    • =) O pessoal todo ajuda, acho super legal a troca de experiencia que o pessoal que está passando pelo mesmo faz. Eles é que ajudam e muito!
      Beijos!

  4. Condromalácia Patelar e Condropatia Patelar

    É a inflamação e o desgaste na cartilagem da articulação do joelho, localizada entre a patela (rótula) e o fêmur (osso da coxa).
    Causas:

    Mais comum em mulheres devido à predisposição física, porém também tem uma grande incidência em homens. Essa articulação é muito solicitada em atividades como corrida, musculação, ginástica e em esportes em geral, quando estes são realizados de maneira excessiva, de forma inadequada ou o indivíduo tem uma predisposição à instalação da lesão a articulação femoro-patelar primeiramente fica inflamada e se os agentes causadores persistirem a cartilagem vai se desgastando até a articulação virar um contato de osso com osso (artrose).

    Dentre as causas podemos destacar:

    * Treino excessivo;
    * Fraqueza muscular (principalmente do músculo vasto medial oblíquo);
    * Atividades de impacto;
    * Falta de alongamento (encurtamento muscular);
    * Predisposição biomecânica.

    Sintomas:

    Dor na região anterior (na frente do joelho) após atividades, dor ao subir e descer escadas, dor após longos períodos com o joelho flexionado (“dobrado”), crepitação (estalidos), falseio no joelho e outros.
    Tratamento:

    A fisioterapia sempre é indicada, porém em alguns casos e conforme o grau (grau IV) da lesão também é recomendado o tratamento cirúrgico.

    * Grau I – amolecimento da cartilagem;
    * Grau II – fragmentação ou fissuras na cartilagem;
    * Grau III – fragmentação ou fissuras na cartilagem com uma área maior;
    * Grau IV – erosão e perda da cartilagem.

    Mais uma vez o trabalho global é de fundamental importância, pois vários fatores influenciam nesta patologia, como o encurtamento dos músculos posteriores da coxa, pois estes se encurtados dificultam o movimento de extensão (“esticar”) do joelho aumentando o atrito na cartilagem. Também podemos destacar o tipo de pisada no qual o pé pronado (“pé chato”) tende a influenciar para um joelho valgo (com desvio interno) o que proporciona um maior estresse na face lateral da cartilagem da patela. Enfim, são vários fatores que devem ser eliminados, por isso o tratamento global é muito importante, sendo geralmente necessário um trabalho de cinesioterapia (alongamento, fortalecimento, propriocepção, etc.), trabalho de terapia manual e postural (liberação dos músculos encurtados) e recursos físicos que contribuam para a cicatrização e melhora dos sintomas (microcorrente, crioterapia, eletroterapia, etc.)

    • Valeu Roberto! Sabe que eu procurei saber o que era e esqueci totalmente de colocar aqui, vai que tem gente que procura por esse assunto, né? Quando eu procurei não achei artigo assim tão bem feito com os pontos importantes. Obrigada!

  5. Boa noite a todos, bem estou com condromalácia patelar grau IV no resultado da ressonância está assim: FOCOS HIPERINTENSOS EM DP E T2 NA CARTILAGEM PATELAR , ASSOCIADO A PEQUENAS LESÕES OSTEOCONDRAIS NA PATELA. TÊNUES SINAIS LINEARES NOS CORNOS POSTERIORES DE AMBOS MENISCOS, INDICATIVOS DE ALTERAÇÕES DEGENERATIVAS. LIGAMENTOS CRUZADOS E COLATERAIS ÍNTEGROS MÍNIMO DERRAME ARTICULAR
    IMPRESSÃO: CONDROMALÁCIA PATELAR GRAU IV E MÍNIMA SINOVITE.
    MEU TRABALHO É MUITO PESADO CARREGO MÁQUINAS E CILINDROS DE GÁS E ESTRUTURAS DAS ÁREAS. TAMBÉM TRABALHO BASTANTE AJOELHADA E SUBO E DESÇO ESCADAS. NÃO ESTOU MAIS AGUENTANDO DE DOR. SE ALGUÉM PUDER ME ORIENTAR FICAREI AGRADECIDA. OBRIGADA

  6. fiz uma cirurgia de astroscopia de minisculo,depois que comecei á fazer fisioterapia, começou a inchar meu jooelho e criou agua,o medico tirou agua por duas vezes, ai colou a patela, estou fazendo fisioterapia e nao estou tendo sucesso.
    por favor quem souber de algum tratamento mas eficaz para descolar patela por favor me ajude

  7. olá, boa tarde, eu sofri um acidente quebrei a patela, e tive queimaduras, fiquei um mês tratando dos queimados, usando uma tala de gesso, e vinte e dois dias de gesso, quando tirei o gesso no rx o médico disse que ainda não havia colado más deixaria sem o gesso que irá colar assim mesmo, e mandou eu movimentar com a perna pra recuperar os movimentos, e assim precisará de fisioterapia. na opinião de vcs vcs acham certo ficar com a patela quebrada sem o gesso e movimentando com a perna.

  8. Sofri acidente e Cortei o tendao patelar e esmago patela(varios pedaco). tenho medo de perde movimento da perna..

  9. Boa tarde,

    À cerca de três meses bati com o joelho num puxador de uma gaveta no trabalho e fiquei cheio de dores.
    Fui para o seguro e não viram nada de grave e disseram que podia fazer desporto à vontade que não havia problema.
    O que é certo é que ontem fui andar de bicicleta e fiquei novamente com dores na paleta (na parte superior do lado de dentro da perna, onde faz uma pequena saliência) como se fosses agulhas a espetar.
    Ao pressionar a zona afectada sinto que tem uma pequena fissura em relação à paleta do outro joelho.
    Já alguém teve algo parecido?
    Que sugestões me dão?
    Desde já o meu obrigado

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